Lourdes 150 anos aparicoes 16, Bernadette

Certo dia, eu soube da existência de um livro que se chama “Bernadette, porque te amo”, com apenas um detalhe, de grande significância para mim, o livro e o título do livro na verdade estão escritos em francês, e eu não sei ler nem falar francês.

Minha vontade de lê-lo é bem grande, tanta que me fez ficar refletindo sobre o tema do livro, assim, logo começo a pensar : E se fosse eu que escrevesse esse livro?

Certamente não seria tão rico em detalhes e conteúdo como o é esse livro francês, não chegaria nem perto da riqueza com que escreve o autor que é alguém já muito estudado sobre o tema e um apaixonado pela história de Bernadette Soubirous! No livro, ele explica porque ele a ama (segundo alguém que possui o livro e sabe ler em francês), e explica várias coisas sobre a vida e atitudes dela. E ele vai fazendo isso detalhadamente, e aos poucos! Como eu gostaria de poder ler o que ali tem escrito!

Na verdade, se um livro com um título desses fosse escrito por mim, seria para questionar o porquê do meu amor por ela, e certamente o título do livro terminaria com uma interrogação: “Bernadette, por que te amo?”

Gostaria de saber…

Penso que o amor seja uma dádiva, ele brota no coração da gente de forma não racional, não se pensa “Eu vou amar fulano”, e o amor chega. Não é assim!

Ele nasce, às vezes até em terra quase seca (ninguém é seco por completo), e ele sempre chega preenchendo um espaço!

Talvez, em um livro escrito por mim, estivesse assim: “Bernadette, por que te amo? Não sou francesa, sequer sei falar teu idioma, não poderíamos conversar, e ainda, sendo mais realista, nascemos em épocas diferentes!!!

Mas, talvez seja porque Aquela que te escolheu tenha tido a bondade de apresentar-me a tua história, talvez porque ela queira que eu aprenda algo contigo… Não sei …”

Penso que amamos pela bondade do Criador! E eu aprendi a amar Bernadette Soubirous pela sua fragilidade que a fez forte, pela sua firmeza, pelo seu exemplo de amor, pela sua humildade… Porque amo a Maria, e Maria escolheu, naqueles dias em Lourdes, a humilde pastora que não sabia ler nem escrever, que vivia às margens daquela sociedade, mas que levava em seu coração um grande amor ao Criador e uma humildade de coração que poucos na terra (assim penso eu) são capazes de experimentar!

Adriana Nunes

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