Arquivos para o mês de: julho, 2013

As pessoas precisam parar de brigar por religião e precisam passar a revestir-se, verdadeiramente, por dentro e por fora, de amor.

E o amor não é algo superficial, não se faz só de palavras, expressões e atitudes isoladas. O amor, na verdade, é intenso, é transformador. Ele liberta, ele cura, ele restaura. Mas ele não se apresente agressivo, ele se apresenta manso e humilde.

Quando a humanidade entender, de verdade, que toda a história e mensagem de Deus vem apresentar o amor e que esse amor é o ingrediente do qual precisamos para encontrarmos o que buscamos: a felicidade. Aí sim, algo verdadeiramente transformador acontecerá em todas as nações!

Adriana Nunes

As histórias do coração…

As escolhas, os caminhos, as dores, os amores…

É tudo incerto, mas estará tudo já escrito em algum lugarzinho secreto?

Faz tempo que quero postar a música “Linda Rosa”, de Maria Gadú, e sabe a parte que mais me chama atenção? A que ela canta: “Escolha feita inconsciente, de coração não mais roubado”.

No seu íntimo, a rosa já fizera a escolha, e essa escolha foi sua, só sua?

Bem, penso que a escolha sempre é nossa, só nossa, mesmo isso não parecendo muito claro…

Tenham uma linda sexta-feira!

Adriana Nunes

* * *

 

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Pior que o melhor de dois

Melhor do que sofrer depois
Se é isso que me tem ao certo
A moça de sorriso aberto

Ingênua de vestido assusta
Afasta-me do ego imposto
Ouvinte claro, brilho no rosto
Abandonada por falta de gosto

Agora sei não mais reclama
Pois dores são incapazes
E pobres desses rapazes
Que tentam lhe fazer feliz

Escolha feita inconsciente
De coração não mais roubado
Homem feliz, mulher carente
A linda rosa perde
u pro cravo

Música: Linda Rosa
Cantora: Maria Gadú

Imagem: Pinterest

Acostumar – Marcelo Camelo

“Posso até me acostumar
E deixar você fugir
Posso até me acostumar
Da gente se divertir

Dava tudo por amor
Eu vim de longe
Dava pra sentir
Você dançando só pra mim

Parece brincadeira
Mas eu sei que a gente faz
Um monte de besteira
Por saber que é bom demais

Posso até me acostumar
E deixar você fugir
Posso até me acostumar
Da gente se divertir

Eu vim mas trouxe o sol
E a tempestade lá de longe
Dava pra sentir você passando devagar
Pareceria tarde
Mas você foi me chamar
Morena da cidade
Eu posso até me acostumar

Posso até me acostumar
E deixar você fugir
Posso até me acostumar
Da gente se divertir”  ♪♫

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O dia começou com chuva. Mas cadê o guarda-chuva?

Não importa. Gosto mesmo é de andar e correr na chuva.

Gosto da água escorrendo pelo meu rosto. Gosto da magia que existe na chuva.

Ela me traz um contentamento, um doce contentamento. Ela traz consigo um ar de mistério. Um doce e silencioso ar de mistério.

Depois da chuva tive cabelos emaranhados, tive roupa molhada, tive respiração ofegante, fruto da correria. Mas tive também cheiro de café saindo do fogo. Café quentinho, para aquecer o corpo e o coração.

E, depois da chuva, tive ainda poesia, fruto da chuva, a minha inspiração.

Adriana Nunes

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Tenham um bom dia!

Imagem: Pinterest

a3c8463cfd17003f7f977accd2627d64E pensava sobre essa tal inspiração, e sobre de onde ela poderá surgir.

Ela vem de qualquer lugar, ela sempre vem de algum lugar.

Um olhar, um riso, uma música.

Um cheiro, um beijo, uma chuva.

O teu nome, a tua foto, o teu cheiro.

Dos meus desejos, dos meus sonhos, dos meus anseios.

O bom é que ela sempre chega e muitas vezes numa hora inesperada.

E quando chega sempre nos faz flutuar, viajar, delirar, escrever, compor, sonhar, cantar…

Às vezes, ela tem forma: de homem, de mulher.

Às vezes ela tem som, sabor, cheiro…

E, às vezes, ela tem vários elementos por vezes juntos e misturados.

Que a inspiração não me falte.

E que o fruto de minha inspiração provoque inspiração em você.

Adriana Nunes

Uma vez, estava em um bar, sentada em uma mesa do lado de fora, e por ali passava muita gente na calçada.  Éramos turistas. Certo momento passou um pedinte, e minha filhinha, que na época tinha três aninhos de idade, toda empolgada, pois estava no clima da cidade onde há muitos artistas no metrô e pelas ruas  mostrando seus trabalhos e recebendo moedas, me pediu para dar uma moeda a um homem que passava pelas mesas pedindo uma ajuda. Dei-lhe algumas moedas e ela logo as entregou ao homem. Assim que ele viu a satisfação nos olhinhos dela, ele quis retribuir e deu-lhe, em agradecimento, um panfleto que carregava na bolsa. Para ela que era apenas uma criança aquilo foi muito satisfatório e ela toda contente veio me mostrar o que ganhou.

Ela brincou por um bom tempo, durante aquela tarde, com o panfleto.

Vocês não sabem o quanto me emocionei com a sensibilidade dele diante de uma criança e com o fato de que para nenhum dos dois houve um ato de esmola. Houve sim, uma troca, um agradecimento.

Durante minha vida, tive o privilégio de presenciar vários gestos de sensibilidade, ou de amor ao próximo, que têm me emocionado bastante. E, acreditem, esses gestos, na maioria das vezes, vêm sempre de das pessoas que menos espero. Pessoas, que muitas vezes, não estão ligadas à religião, não fazem isso por convicção, ou por esperar algum tipo de recompensa (seja da humanidade, seja de Deus).

Esse é um tema que me agrada, que mexe comigo.

Eu poderia citar alguns exemplos de situações onde há sensibilidade para com o outro, mas prefiro citar apenas uma das passagens bíblicas que mais me emociona, e que, para mim, mostra a sensibilidade/amor de Deus:

“como um pastor, vai apascentar seu rebanho, reunir os animais dispersos, carregar os cordeiros nas dobras de seu manto, conduzir lentamente as ovelhas que amamentam. “(Isaías 40, 11)

E logo eu me ponho a pensar, na sensibilidade e amor de Deus para com as ovelhas que amamentam, que sentem o peso do leite, e precisam andar devagar, e Deus, no seu infinito amor e na sua sensibilidade, é capaz de reduzir a velocidade de seus passos, para que as ovelhas possam acompanhá-lo sem sofrimento. Logo, me vejo a refletir sobre a pressa na qual vivemos, na correria do dia-a-dia que nos leva a seguir  sem querer “perder” tempo…

Assim, peço a Deus, que a correria diária não me torne tão egoísta a ponto de não perceber a necessidade dos que me cercam; e que eu possa sempre olhar com amor, aos próximos a mim.

Com carinho,

Adriana Nunes  (Drika)