Hoje, eu gostaria de ter te visto! Eu estava contando com isso…

Me preparei e me enchi de coragem para perguntar ao menos o teu nome…

Gostaria que soubesses que o teu “Bom dia, linda!” me faz feliz, faz o meu dia começar mais feliz!

É engraçado como já fazes parte do meu caminho, e como te procurar no percurso é algo empolgante…

Todos os dias, nossa caminhada no percurso é quase certa, no entanto, o encontro é tão incerto… E apenas quando o nosso universo entra em sincronia é que nosso “encontro” acontece! Deveríamos então aproveitar melhor esse momento!

Eu tenho sempre tanta coisa para dizer…: “Como você se chama?”, “Te vi do ônibus, ontem…”, “Acho que tem uns 11 anos que cruzamos o mesmo caminho?”, “Seu “Bom dia” faz  o meu dia começar melhor!”, “Qualquer dia vamos tomar um café?” (Esse último ele que poderia perguntar… porque imagino que seja um cavalheiro… rs!), ”

Nesse meu caminho, de todas as manhãs, eu sempre passei por ti mas só de um tempo para cá é que eu passei a te enxergar… e a desejar que todos os dias eu possa não apenas te ver de longe, como às vezes acontece, mas de poder falar, cumprimentar, sorrir…

A cada dia um novo dia e uma vontade enorme que ele comece igual à última vez que nos falamos, mas desejando sempre que, dessa vez, seja melhor.

Eu realmente não sei para você como acontece, mas para mim o seu “Bom dia,linda!” realmente faz diferença num começar de dia dentro de mim…!

Com carinho,

Adriana Nunes (sentimentos de 14/11/2019).

P.s.: Tem pequenas coisas na vida que realmente enche o nosso coração de alegria e nós nem sabemos desde quando, nem o porquê… apenas sabemos que aquilo que parece pequeno pode ter uma força bem grande dentro de nós!

 

 

Um dos meus poetas preferidos, Fernando Pessoa, fala sabiamente nesse poema sobre o sentimento que se quer falar, mas se cala….

Falar ou calar, talvez só seja medido quando há algo em risco…. O medo, de perder o amigo? A vergonha, de mostrar o que sinto? O receio, de um não como resposta? A evitação, de um mal entendido?

Fico com o silêncio quebrado neste poema…

Adriana Nunes

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Fernando Pessoa

O amor, quando se revela,

O amor, quando se revela,

Não se sabe revelar.

Sabe bem olhar p’ra ela,

Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente

Não sabe o que há-de dizer.

Fala: parece que mente…

Cala: parece esquecer…

Ah, mas se ela adivinhasse,

Se pudesse ouvir o olhar,

E se um olhar lhe bastasse

P’ra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;

Quem quer dizer quanto sente

Fica sem alma nem fala,

Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe

O que não lhe ouso contar,

Já não terei que falar-lhe

Porque lhe estou a falar…

E hoje é dia de Carlos Drummond de Andrade e nós vamos fazer nossa homenagem por aqui também publicando um poema seu! Pensei bem e achei que o poema perfeito para este blog só poderia ser um que falasse do sentimento de amar. Amar o que é e o que já não é; Amar até diante do desamor! Para mim, como muitos que circulam por aqui já sabem, o amor é a razão principal da nossa existência neste mundo, sem o mesmo nada existiria: nem nós, nem a natureza, nem dada… Amar é uma grande dádiva que o amor nos dá!

Então, por Carlos Drummond de Andrade, eu lhes trago um sentimento… Amar.

Adriana Nunes

 

Amar

(Carlos Drummond de Andrade)

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal,
senão rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o cru,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e
uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.

 

 

O que faz o coração se apaixonar por outra pessoa?

O que dá aquele toque especial no coração?

Não se sabe ao certo o quê, apenas que é algo sutil e particular, diferente para cada ser…

Se soubéssemos talvez fosse mais fácil… Então não teríamos dois corações sofrendo por pessoas diferentes… E, talvez, dois corações olhassem apenas um para o outro…

Na verdade, são diversos os caminhos para dois corações se encontrarem e se reconhecerem.

Na verdade, minúsculo é o tempo para esses corações se olharem e algo no ser de cada um acontecer, eu diria que é questão de segundos…!

O que faz esse sentimento despertar é incerto e pode ser qualquer coisa: um sorriso, uma fala, um olhar, um gesto…

É quase mágico, sublime e ao mesmo tempo tão simples e singelo… De modo que só quem sentiu sabe do seu sentimento, o que não dá para saber,na maioria das vezes,é se o outro sentiu também…

Assim, cabe a cada um a torcida e o desejo de que o universo nos ajude a nos encontrarmos no exato momento em que cada coração cintilar!

Adriana Nunes

Quando o amor já não cabe parece ficar no coração um espaço a ser preenchido… Um espaço, mas não um vazio, apenas um espaço…

Acontece que o amor é, por vezes, devastador, e trás consigo uma certa dor, então quem por isso já passou, se enche de certo receio, faz até um certo arrudeio no encontro de um novo amor…
Porque amar é perder-se… É jogar-se sem medo! É está no outro e ter o outro em si. É o desejo de muitos, mas não o encontro de todos…
Duas almas que se encantem, num mesmo instante, e se reconheçam e se procurem. Quando isso acontece, não tem como fugir, apenas acontece, e você se vê envolto, desse mesmo velho amigo, um amor bandido, que por mais que seja correspondido, há de roubar-me um pouco de paz….!
Adriana Nunes

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Definitivamente preciso dos sonhos para viver neste mundo! Os sonhos mascaram a verdade, faz esquecer a dor, ameniza os apertos do coração e nos deixam uma ponta de esperança de que dias melhores virão…!

Em meus muitos devaneios, mudando vez ou outra o protagonista dessas histórias, tu és o meu personagem preferido!

Nos meus sonhos, te encontro, ou me encontras, de várias formas: nas ruas de Los Angeles, teatros, multidões, aeroportos, aviões, hall de um hotel, treinamento, na internet, congressos, em vários lugares! Tu só não consegues me encontrar na vida real… Será que aqui, justamente aqui, tu não cabes a mim?

Em todos os meus sonhos o mocinho se apaixona pela mocinha, alguém tem que deixar sua cidade para viver na cidade do outro, mundos diferentes se tocam e se misturam…

O teu mundo é obscuro, é cheio de graça e de riso solto, é de flashes e bisbilhotado, é escancarado e ao mesmo tempo é confuso…

O meu mundo é de algumas poucas cores, quer ser encantado, é de sonhos, é desconhecido, é por vezes desanimado, é sóbrio e vivi a olhar para o mundo teu…

Se olhasses para mim… Ao menos um pouquinho… Eu adoraria saber o que irias pensar… O que acharias de mim? Uma louca? Sem graça? Simpática… ? Uma chata?

Porém não me olhas, não me vês, não importa o que eu faça, estás apenas para o teu mundo e, às vezes, até parece não haver outros mais…

Ainda assim continuarei a sonhar-te, porque as pessoas deste mundo, às vezes,são cruéis, então descobri que posso projetar em sonhos o que eu gostaria que me fizesse sorrir…

Não te preocupes… Os pensamentos são meus e não teus…

Outro dia me questionei: Não será isso viver de ilusão?

Não sei… Certamente que sim, mas ainda assim é uma saída para continuar… Afinal, dizem que precisamos de sonhos para nos mover…  Ou seja, fazer de conta, como tu bem o sabes!

Eu sonho contigo, e te faço “protagonista” comigo e nos meus sonhos! Acho que jamais sonharás comigo… Mas no teu mundo és mestre em sonhar, interpretar e projetar  o que também não faz parte do teu mundo real…

By, Adriana Nunes (escrito em 29/11/2018).

Imagem: Pinterest

 

 

 

 

Hoje, comecei o dia pensando nessa música de Zé Ramalho que eu adoro!

É verdade que eu estava meio tristonha, pensativa, mas como a música diz: “ninguém sabe dizer onde a felicidade está”… Mas posso dizer com certeza que ela está nas mais pequenas coisas… O problema é que nós sempre a procuramos nas coisas mais grandiosas, e acabamos por não enxergar a grandeza das coisas simples!

E, voltando ao meu começo de dia de hoje, eu estava quase terminando o percurso e um “Bom dia!” que de tão esperado já não era mais esperado, foi o que me trouxe a felicidade, mais uma vez, ao início do meu dia…!

Adriana Nunes

Pra vocês, a música (Sinônimos – Zé Ramalho):

Quanto o tempo o coração leva pra saber
Que o sinônimo de amar é sofrer
No aroma de amores pode haver espinhos
É como ter mulheres e milhões e ser sozinho
Na solidão de casa, descansar
O sentido da vida, encontrar
Ninguém pode dizer onde a felicidade está

O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar os seus segredos
Sinônimo de amor é amar

Quem revelará o mistério que tem a fé
E quantos segredos traz o coração de uma mulher
Como é triste a tristeza mendigando um sorriso
Um cego procurando a luz na imensidão do paraíso
Quem tem amor na vida, tem sorte
Quem na fraqueza sabe ser bem mais forte
Ninguém sabe dizer onde a felicidade está

O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar os seus segredos
Sinônimo de amor é amar

 

 

Hoje, eu descobri que mereço ser feliz! E que merecer não é a mesma coisa que querer ou procurar… É se achar digno e possível de ser feliz!

Que eu posso sonhar com quem eu quiser e do jeito que quiser, que eu sou livre para fazer escolhas, que todos os dias tem coisas lindas no meu caminho, porque assim aquele que me criou permite e, todos os dias da minha vida, Ele me permite acordar e sentir… Chorar e sorrir, sonhar e focar, contemplar, interagir… Enfim… viver!

Que eu não preciso mudar para me aceitarem, na verdade só preciso ser eu…! Assim, louquinha e certinha… Racional e ao mesmo tempo sonhadora!

Vou continuar estudando psicologia, trabalhando com números, aspirando pelo Johnny Depp, sonhando em um dia conhecer o Matthew Gray Guble, sendo controlada nas compras, tomando café várias vezes ao dia, falando bobagens, entendendo as piadas apenas horas depois de terem sido contadas, trabalhando duro, amando escrever em blog… E que ao sentar numa mesa com meus amigos eles vão aceitar que minha vontade de tomar algo que contenha álcool é quase zero, e que eu vou preferir beber água ou não beber nada…  e que tudo bem por isso, sou assim: tudo isso e apenas isso! E que quem me ama vai adorar me ter por perto assim, do jeito que eu sou.

A gente só precisa disso na vida, se aceitar e se amar, e saber que é justo sendo você mesmo que as pessoas podem amar você, porque será você de fato, e não uma ilusão do que você seja…

Estou de idade nova, feliz por ter chegado até aqui, agradecendo cada coisa que vivi, tentado aproveitar cada coisa do meu caminho, cada pessoa, cada oportunidade, cada flor, cada momento… A vida se renova a cada dia, e é muito bom quando a gente passa a perceber isso…!

Obrigada Deus, obrigada filha, obrigada família e amigos por acreditarem em mim, e sabendo como eu sou aceitar e, às vezes, até gostar das bobagens dessa menina‐mulher louquinha, chatinha, certinha, sonhadora… que cruzou o caminho de vocês!

Adriana Nunes

 

 

Quando comecei a escrever o “de repente eu vejo”, era porque as coisas que eu sentia pareciam não caber dentro de mim, então resolvi escrever no intuito de descarregar mas também no intuito de quem sabe tocar alguém, pois o que sentimos muitas vezes não se passa só com a gente, mas fala muito do que o outro vivi também…. A linguagem era mais poética e a política era escrever apenas o que viesse de dentro de mim, e que de repente saísse do obscuro e passasse à luz, podendo então ser visto! Isso não mudou muito… Apenas a forma da escrita que não é mais tão poética… E que mudou justamente porque talvez fale de mim, do que vejo e mudanças que ocorrem diariamente e que me ajudam a ir resignificando o mundo dentro e fora de mim…

Este final se semana está sendo de muitas reflexões, porque os dias têm sido de mudanças e decisões… Fiz escolhas que me exigiram coragem de enfrentar os meus maiores medos… E não me arrependo, ainda que esses medos sejam para mim monstros terríveis, mesmo assim está sendo importante poder encara-los… Esconder o que se sente e esconder a si mesmo é algo que aprisiona, ter coragem de mostrar-se no entanto pode ser algo libertador.
Erguer a cabeça, e seguir em frente sem escudo e sem receios do que “pudessem” achar sobre minha pessoa aconteceu porque aconteceu primeiramente dentro de mim… Não significa que ainda não tenha medos e inseguranças, apenas que enfrentei o meu inimigo mostrando quem realmente sou, confiando mais em mim, e dizendo com a minha presença que: “Me julgue fraca ou não, essa sou eu, existo e não vou mais me esconder de você, goste você ou não, estarei aqui, e não sou eu quem vai mais desviar o caminho…!”
Adriana Nunes
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O príncipe encantado…

Não poderia chamar de outra forma, pelo menos não sendo eu a autora e a protagonista desta história…

O príncipe encantado é aquele do amor eterno, aquele que tem um lugar para sempre dentro da gente… ainda que, ele mesmo, não faça mais parte dela…

O meu ousou subir a torre que ninguém subiu, venceu os preconceitos e ouviu apenas a voz do seu coração que o levava até mim… Resgatou-me da minha enorme torre e me apresentou a um outro mundo cheio de possibilidades e oportunidades…

Com ele conheci músicas, sorrisos, sabores, lugares… Descobri que poderia ir a qualquer lugar do mundo…! E nele sempre encontrei apoio, força, incentivo…

Mas como ninguém é perfeito, nele também encontrei silêncios… E por ele já chorei a maior quantidade de lágrimas que já chorei em toda a minha vida!

Também por ele talvez ousasse voltar no tempo, ainda que só um pouquinho, para poder compartilhar o nosso melhor sorriso juntos…!

Esse amor até vida fez, e o universo até nos reuniu mais de uma vez…! E não importa quantas vezes por ti eu chorei, ou quanta falta de ti eu tenha sentido, ou quantas malcriações eu tenha te dito… Era tudo porque eu não suportava a tua presença tão forte dentro de mim ao mesmo tempo em que você se tornou ausência na minha vida…

E todas as músicas que lembram de ti, todas as frases de amor e saudade, todas as histórias de amor… me trazem tua imagem em meus pensamentos, reviver sentimentos e acreditar que o amor existe ao mesmo tempo que me fazem desacreditar dele…

Uma vez, Príncipe encantado, me pediste uma postagem aqui e eu nunca consegui… Nunca enquanto estavas comigo… porque depois que partistes a maioria das postagens falam de ti ou nasceram porque eu tinha tomado consciência de que ainda estavas em mim…

Mas como não é justo viver um sentimento tão grande assim sozinha, e tendo um coração ainda capaz de amar, entendi que é melhor te guardar… E seguir… Num caminho incerto mas com esperança na alma e amor no coração… Mas não mais esperança deste mesmo amor… Porque esse eu estou colocando para dormir…

E, finalmente, acredito que posso amar outra vez, porque com esse amor todo por ti descobri que também posso ter amor por mim e que posso também esperar que alguém sinta amor assim por mim…

Com carinho,

Adriana Nunes

P.S: Um post difícil de publicar… mas vai…