de repente

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Viver cada dia e um dia por vez tentando colocar em prática aquilo que se aprendeu no decorrer da vida…

Buscar um sentido para aquilo que parece não significar mais…

Adriana Nunes

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É o mecanismo que usamos para poder suportar a realidade…

É onde podemos viajar sem limites!

Lá tudo é possível, porque o impossível não aprendeu a sonhar!

Quando por lá eu flutuo, parece que o mundo daqui não existe, porém lá é lugar que se vai só de visita, na hora de lazer, pois o mundo que nos rodeia sempre nos convoca a estar por aqui, atuante e presente!

Então vivamos assim, com um pé lá e outro cá…!

Adriana Nunes

Musicality at it's finest. Medicine for the Soul.  MD.radio - Now available in…

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O aniversário é meu, mas a felicidade eu gostaria que caísse sobre todos nós…! Por isso, vim compartilhar uma música pra gente ouvir, com o desejo que ela se torne realidade! Felicidades e vida para todos nós!

 

Com carinho,

Adriana Nunes

 

Poema de Edgar Allan Poe traduzido por Fernando Pessoa

ANNABEL LEE *
(de Edgar Allan Poe)

Foi há muitos e muitos anos já,
Num reino de ao pé do mar.
Como sabeis todos, vivia lá
Aquela que eu soube amar;
E vivia sem outro pensamento
Que amar-me e eu a adorar.

Eu era criança e ela era criança,
Neste reino ao pé do mar;
Mas o nosso amor era mais que amor —
O meu e o dela a amar;
Um amor que os anjos do céu vieram
a ambos nós invejar.

E foi esta a razão por que, há muitos anos,
Neste reino ao pé do mar,
Um vento saiu duma nuvem, gelando
A linda que eu soube amar;
E o seu parente fidalgo veio
De longe a me a tirar,
Para a fechar num sepulcro
Neste reino ao pé do mar.

E os anjos, menos felizes no céu,
Ainda a nos invejar…
Sim, foi essa a razão (como sabem todos,
Neste reino ao pé do mar)
Que o vento saiu da nuvem de noite
Gelando e matando a que eu soube amar.

Mas o nosso amor era mais que o amor
De muitos mais velhos a amar,
De muitos de mais meditar,
E nem os anjos do céu lá em cima,
Nem demônios debaixo do mar
Poderão separar a minha alma da alma
Da linda que eu soube amar.

Porque os luares tristonhos só me trazem sonhos
Da linda que eu soube amar;
E as estrelas nos ares só me lembram olhares
Da linda que eu soube amar;
E assim ‘stou deitado toda a noite ao lado
Do meu anjo, meu anjo, meu sonho e meu fado,
No sepulcro ao pé do mar,
Ao pé do murmúrio do mar.

Fernando Pessoa

ANNABEL LEE *
(by Edgar Allan Poe)

It was many and many a year ago,
In a kingdom by the sea,
That a maiden there lived whom you may know
By the name of Annabel Lee;
And this maiden she lived with no other thought
Than to love and be loved by me.
I was a child and she was a child,
In this kingdom by the sea;
But we loved with a love that was more than love-
I and my Annabel Lee;
With a love that the winged seraphs of heaven
Coveted her and me.

And this was the reason that, long ago,
In this kingdom by the sea,
A wind blew out of a cloud, chilling
My beautiful Annabel Lee;
So that her highborn kinsman came
And bore her away from me,
To shut her up in a sepulchre
In this kingdom by the sea.

The angels, not half so happy in heaven,
Went envying her and me-
Yes!- that was the reason (as all men know, In this kingdom by the sea)
That the wind came out of the cloud by night,
Chilling and killing my Annabel Lee.

But our love it was stronger by far than the love
Of those who were older than we-
Of many far wiser than we-
And neither the angels in heaven above,
Nor the demons down under the sea,
Can ever dissever my soul from the soul
Of the beautiful Annabel Lee.

For the moon never beams without bringing me dreams
Of the beautiful Annabel Lee;
And the stars never rise but I feel the bright eyes
Of the beautiful Annabel Lee;
And so,all the night-tide, I lie down by the side
Of my darling, my darling, my life and my bride,
In the sepulchre there by the sea,
In her tomb by the sounding sea.

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De repente eu vejo… O que ninguém mais vê…

A luz que brilha lá fora…, O grito que cala aqui dentro;

O sopro de vida a vibrar e um resto de sonho acabar…!

De repente eu vejo, sinto, ouço, encontro, luto, corro, amo, minto, fujo, calo, falo, sonho, percebo… tantas coisas da vida da gente, do mundo inteirinho a processar dentro de mim,  e que já não é só do mundo, é meu, e de tão meu, nunca foi desse mundo aí de fora…

De repente eu vejo… e sinto… e me engano em pensar que o mundo caberia todinho em palavras escritas em um blog!

E o que eu percebo é que esse mundo, sendo meu ou não tão meu, mal cabe dentro de mim…

Adriana Nunes
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– O amor tem cura…?

– Não, ele não é uma enfermidade!

– Mas ele chega a nos fazer sentir como se estivéssemos enfermos…

– Os sintomas são vários… O coração chega a fugir do nosso controle!

– O amor adormece?

– Sim, não o acordes, apenas quando ele o quiser, já nos disse um velho sábio…

– E será que ele tinha razão?

– Provavelmente sim… Mas, às vezes, estamos dispostos a assumir todos os riscos!

By Adriana Nunes

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“Eu jamais chegaria aonde cheguei se só andasse em linha reta. Tive que voltar atrás, andar em círculos, perder dias, perder o rumo…”

Marla de Queiroz

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Se uma canção conseguisse me levar,

Eu cantaria meu caminho de volta para você…